quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CAIXA ELETRÔNICO ARROMBADO NESTA MADRUGADA EM ALTANEIRA

Um terminal de autoatendimento do Bando do Brasil, vinculado a agencia de Santana do Cariri e localizado na entrada da Prefeitura Municipal de Altaneira foi atacado por pessoas ainda não identificadas nesta madrugada(12/02). O local a muitos meses permanecia aberto, em virtude da porta de vidro ter se quebrado e não haver a reposição de outra porta. A primeira vista, não foi levado nada do cofre e o equipamento sofreu pequenos avarias externas. Nem o computador chegou a ser desligado, como pode ver nas fotos. O que deu para perceber foi uma aparência de ação de ladrões amadores ou os explosivos não funcionaram adequadamente quando acionados. A cidade possui uma equipe de guardas municipais noturnos, mas não tivemos nenhuma informação ainda de pistas dos autores desta ação criminosa. IMPORTÂNCIA DO CAIXA ELETRÔNICO - O terminal destruído exerce importante serviços a população onde podem sacar vencimentos, consultar extratos, etc, visto que as agencias do Bando do Brasil mais próximas ficam em Nova Olinda, Assaré e Santana do Cariri. (IN)SEGURANÇA - Nossa cidade de Altaneira anda longe de ser aquela antes pacata e sem violências, já está virando rotina assaltos a pessoas, arrombamentos nas residências e agora evolui para ações dessa natureza. Em 2011 a prefeitura não renovou o Programa Pro-cidadania e demitiu os 14 agentes que foram capacitados pela secretaria de segurança do estado e contavam com uma viatura. Uma pena pois apesar de alguns não concordarem, a "ronda da cidade" auxiliava as outras forças de segurança da cidade e passavam uma maior sensação de segurança a população. Hoje contamos com um número reduzido de policiais militares que se revezam e não conseguem dá uma resposta a altura e a velocidade com que cresce a criminalidade até mesmo em municípios de pequeno porte como o nosso.
Foto: Evantuil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

“A Veja é a barbárie. A Veja – se pudesse – prenderia o pescoço do povo brasileiro no poste” por Rodrigo Vianna

Nas redes sociais, tarde da noite de sexta-feira, jornalistas afinados com o tucanato e militantes da esquerda extremada se esparramavam em elogios à capa da “Veja”. Eu, que procuro manter distância sanitária da revista, aproximei-me da capa. E só consegui enxergar um gesto de oportunismo barato. A “Veja” expõe a imagem – chocante, lamentável, triste – do rapaz preso pelo pescoço num poste na zona sul carioca, e aproveita a cena não para refletir sobre a tradição oligárquica brasileira, não para pensar sobre nossa história de 300 anos de escravidão, ou sobre nossa elite que reclama de pobres nos aviões e clama sempre pela resposta fácil do liberalismo de araque e da violência de capatazes. Não. “Veja” usa a foto terrível em mais uma tentativa para desgastar a imagem do Brasil; e também – que surpresa – para culpar o “governo”. Que governo? Ah, não é preciso ser muito esperto pra descobrir… Emoldurando a foto triste, “Veja” berra em letras garrafais: “Civilização” e “Barbárie”. E depois acrescenta a legenda malandra, velhaca: “A volta dos justiceiros, criminosos impunes, colapso no transporte, caos aéreo. Onde está o Brasil equilibrado, rico em petróleo, educado e viável que só o governo enxerga”. Certamente, o Brasil “equilibrado” não está nessa revista. “Veja” pratica o jornalismo da barbárie, um jornalismo que escreve “estado” assim – com “E” minúsculo – numa espécie de bravata liberal fora de época. “Veja” envenena o país todos os dias, com blogueiros obtusos, asquerosos, que falam para um Brasil pretensamente senhorial, como se ainda estivéssemos antes da Revolução de 30. Curioso, também, ver a “Veja” falar em “barbárie” e em “criminosos impunes”. Logo essa revista, tão próxima do bicheiro Cachoeira, pautada pelo bicheiro, amiga do bicheiro. A tabelinha com Cachoeira é – sim – um exemplo perfeito desse Brasil de criminosos impunes. A “Veja”, que tenta pegar carona na imagem do rapaz preso pelo pescoço, pratica um jornalismo justiceiro – que invade quartos de hotel, “julga” e “condena” sem provas, inventa fatos, publica grampos sem áudio, alardeia contas no exterior e dólares em caixa de whisky. Tudo falso, falsificado. Um jornalismo que acredita em boimate e Gilmar Mendes. A revista não tem moral para falar contra a “barbárie”, nem contra os “justiceiros”. E não tem, precisamente, por praticar um jornalismo que é a própria encarnação da barbárie, da falta de escrúpulos, um jornalismo justiceiro. O Brasil do lulismo tem muitos problemas. Isso é evidente. Mas não venha a “Veja” querer apresentar a receita de “Civilização” ao Brasil. A receita da “Veja” é a mesma que os EUA oferecem à Ucrânia. Está claro, por essa capa oportunista e velhaca, qual é a pauta dos setores que não aceitam o Brasil um pouquinho mais avançado dos últimos anos: é jogar tudo no “caos”, na “barbárie”, na insegurança. O Brasil é a jóia da coroa na América Latina em 2014. Tão importante quanto a Ucrânia no leste europeu, tão estratégico quanto a Síria no Oriente Médio. Não sejamos ingênuos. A velha imprensa brasileira – que se reúne com embaixadores dos EUA às escondidas (isso desde 64, mas também em 2010 – como nos revelou o Wikileaks) – é parte decisiva no jogo pesado que veremos em 2014. A oposição brasileira não tem programa. A economia não afunda como gostariam os urubulinos. Portanto, é preciso produzir a pauta do caos. Esse é o caldo de cultura em que podem prosperar candidaturas “justiceiras” que a “Veja”, os mervais e outros quetais estão prontos a lançar. Para retomar o Estado brasileiro, eles pouco se lixam se o preço a pagar for a ebulição social. Aécio e Eduardo não darão conta dessa pauta da “ordem contra a barbárie”. A pauta do caos e do Brasil “inviável” (que está na capa da “Veja”) é boa para aventuras autoritárias – semelhantes ao janismo de 1960. Quem pode encarnar esse figurino? Quem? O terreno vai sendo preparado… Não creio que o povo brasileiro – equilibrado, sim! E que trabalha duro para construir um país “viável”, sim – não creio que a maioria de nosso povo embarque na aventura da “ordem contra a barbárie” – proposta pela revista. Mas a direita asquerosa e velhaca vai tentar. O roteiro está claro. É preciso estar atento. E não cair na esparrela de acreditar que a “Veja” – de repente – converteu-se à “Civilização”. A “Veja” é a barbárie. No jornalismo, na política, na vida do brasileiro comum. A “Veja” – se pudesse – prenderia o pescoço do povo brasileiro no poste. Mas não vai conseguir. Vai perder – de novo. Publicado originalmente no Blog Informações em Foco Publicado originalmente no Blog O Escrevinhador