sexta-feira, 16 de março de 2012

UMA JOVEM DE 22 ANOS PERDEU A VIDA EM MAIS UM ACIDENTE NA ESTRADA ALTANEIRA A NOVA OLINDA



Uma jovem agricultora de 20 anos de idade morre em acidente de trânsito por volta das 14h30min desta quarta-feira na CE-060 entre os municípios de Nova Olinda e Altaneira. Rosineide dos Santos, de 20 anos, morava no Sítio Tabuleiro na zona rural de Altaneira e viajava pela rodovia em uma moto cinquentinha. Provavelmente, a garota tentou desviar um buraco na pista e foi colhida por um caminhão que vinha em sentido contrário.

Policiais do Destacamento Militar de Nova Olinda, sob o comando do Subtenente Lira, estiveram no local e já se depararam com o corpo da jovem sem vida. De acordo com o que apuraram, ela tinha invadido a contramão de direção na qual vinha o caminhão tipo caçamba de cor vermelha. A colisão foi inevitável e, logo em seguida, o motorista fugiu do local em seu veículo ao ver que a garota tinha morrido. Ao bater com a cabeça no caminhão e no asfalto houve derramamento de massa cefálica da vítima.

Populares disseram que Rosineide tinha sido vista pilotando a moto com uma latinha de cerveja na mão ao passar em Nova Olinda. O corpo dela foi trazido para ser necropsiado no IML de Juazeiro após os Soldados Martins, André e Serra acionarem o rabecão e a perícia. O motorista do caminhão Mercedes Benz L1318 tipo basculante, ano 2010, e placas NUW-6703 pertencente a Prefeitura de Nova Olinda era dirigido por Vicente Antonio do Nascimento que deve se apresentar hoje na Delegacia. O sepultamento aconteceu hoje pela manhã no cemiterio municipal de Altaneira.

INFORMAÇÕES DO MISERIA.COM.BR

Jovem com Síndrome de Down é aprovado em universidade federal



Desde o dia 5 de março, os almoços da família Nogueira ganharam uma alegria diferente em Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul. É na mesa, ao lado dos pais, que o estudante Gabriel conta com empolgação cada detalhe de sua nova façanha: a aprovação para o curso de Teatro na Universidade Federal de Pelotas (Ufpel).

O jovem de 24 anos tem Síndrome de Down e foi um dos selecionados pelo Programa de Avaliação da Vida Escolar (Pave), que analisa o currículo escolar dos alunos.

´Está sendo uma emoção permanente´, conta a mãe de Gabriel, Joseane de Almeida, que vibra com cada uma das histórias que o garoto traz das aulas. Em vez de isolar o menino, os pais optaram por outro caminho. Desde a infância, o jovem participou de atividades que despertassem sua criatividade e aptidões.

Integrante de um projeto da Ufpel, o Carinho, Gabriel fez aulas de natação e também de dança. ´Sou faixa preta em Taekwondo´, conta o estudante que pratica a atividade há alguns anos.

O primeiro filho de um casal pelotense sempre estudou em escolas normais. ´Ele nunca repetiu o ano, sempre foi muito esforçado´, diz Joseane. Quando sua irmã mais nova decidiu cursar jornalismo, Gabriel entusiasmou-se com a idéia e também quis virar calouro.

´A ideia foi dele. Nos questionávamos se ele iria conseguir, mas ele não se deixa intimidar, é de bem com a vida e conseguiu uma nota suficiente para entrar´.

O Pave é um programa da Ufpel paralelo ao Enem, que avalia o desempenho escolar durante todo o Ensino Médio, possibilitando o ingresso de diferentes pessoas na universidade. A coordenadora do curso de Teatro da faculdade explica que diversas provas são desenvolvidas ao longo da vida letiva do concorrente.

´O edital tem uma série de peculiaridades. Mas o positivo disso tudo é que mais pessoas estão tendo acesso às universidades´, fala Marina de
Oliveira. Os professores e os colegas de Gabriel também estão entusiasmados com a convivência.

´Ele é muito carismático e espontâneo. O maior desafio é dos próprios professores, já que é uma novidade para todos. Estamos construindo novas formas de relacionamento, de construir o conhecimento´, retrata a coordenadora.


Em um curso dividido em três eixos, pedagógico, prático e teórico, a maior dificuldade de Gabriel, segundo sua mãe, será as matérias com caráter mais subjetivo. ´Apesar de adorar filosofia, o desafio dele será na compreensão. Ele demora um pouco mais para acompanhar as coisas´, explica.

Já no olhar do próprio aluno, estar na universidade tem sido um grande presente. ´Eu acho interessante teatro. A matéria que mais gostei até agora é a de improvisação´, conta. Na infância, Gabriel participou de algumas peças na escola.

Amante de violão, lançou-se em 2011 na sua primeira interpretação no filme ´Down City´, que conta a história de uma pessoa que nasce normal em uma cidade de portadores da Síndrome de Down. Com a vaga garantida na faculdade, o garoto agora faz planos com a namorada. ´Comemoramos dois anos em abril. Quero casar e constituir família´, completa, feliz, Gabriel.
Com informações do miseria.com.br